As dores não funcionam!
Acabemos com o mito de uma vez por todas: um treino não é mais eficaz se lhe causar mais dor
1/ Quem sofre mais dores não obtém melhores resultados.
2/ A repetição de um treino ou aumento da tolerância do desportista diminui as dores, mas os resultados não são inferiores.
3/ Os músculos que desenvolvem mais picadas não são os que evoluem mais ou crescem.
4/ São habituais em esportes de resistência quando se varia substancialmente a distância ou superfície sem obter crescimento muscular.
5/ A Ciência já estudou diversas ocasiões e não há nenhuma relação.
6/ A localização do dano muscular não coincide com a sensação de picadas.
7/ Tão pouco coincide a magnitude do dano muscular com uma maior sensação de dores e vice-versa.
8/ Os músculos que têm menos dores não são os que crescem menos segundo os princípios do EIMD (Exercise Induced Muscle Damage, “dano muscular derivado do treino”).
9/ Não existe relação de dores e níveis de CPK, um marcador do dano muscular.
10/ Num grande número de situações, não se observou inflamação própria do EIMD com uma grande sensação de picadas e vice-versa. Deixe de acreditar no Pai Natal!
A dúvida? Muito ferro?
Alguns desportistas tomam suplementos de ferro convencidos de que se repuserem este mineral gasto durante o exercício, aumentarão a produção de glóbulos vermelhos, encarregados de transportar o oxigénio e por conseguinte melhoram o rendimento. Contudo, um estudo suíço recente comprovou que menos de 2% dos atletas de maratonas apresentavam anemia ferropénica, enquanto que um em cada seis mostrava sinais de sobrecarga de ferro. Outros estudos relacionaram o excesso de ferro com um maior risco de danos celulares e problemas cardíacos.

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